Lançado inicialmente no Japão em 1986, ele enfrentou grandes
dificuldades devido a forte concorrência do Famicom da Nintendo.
A Nintendo possuia contratos de exclusividade junto as produtoras de jogos. O
contrato não permitia que elas produzissem jogos para nenhum outro aparelho,
fazendo com que o Master System dependesse somente dos lançamentos desenvolvidos
pela SEGA.
O baixo sucesso no Japão, não evitou que a SEGA lançasse o Master System no
resto do mundo. Nos Estados Unidos o domínio da Nintendo também era muito
grande, e logo a SEGA vendeu os direitos de comercialização do Master System nos
EUA para a Tonka, mesmo assim a popularidade do aparelho só foi diminuindo.
Em 1990, após o lançamento do Sega Genesis, a SEGA recuperou os direitos de
comercialização do Master System nos EUA e lançou uma versão com um novo
desenho, chamado Master System II. Esse novo modelo era mais barato, mas por
outro lado foram removidos o botão de Reset e a entrada para óculos 3D,
impossibilitando a utilização desse acessório em alguns jogos. Além de não
possuir conectores de áudio e vídeo, ele só podia ser conectado na TV por cabo
RF, que possui uma pior qualidade de imagem e som.
Na Europa a história foi diferente. O Master System foi bem aceito e se tornou
muito mais popular que o console da Nintendo. Diversos desenvolvedores europeus
produziram jogos para o Master System, e o aparelho teve suporte da SEGA
Européia até 1996 (em contraste a SEGA Americana, que desistiu do console já em
1992). Para se ter uma idéia, os jogos de arcade da Sega convertidos para o
Master System faziam tanto sucesso na Europa que a Nintendo se viu obrigada a
conseguir a licença e lançar por lá (pela empresa Tengen) versões de vários
desses games para seu console Nintendo. Evidentemente que a qualidade desses
títulos não chegavam nem perto das versões para o Master System. Alguns exemplos
são: Shinobi, After Burner e Out Run. O sucesso do Master System se repetiu
também na Austrália, um mercado que toma como base o mercado europeu.
No Brasil repetiu-se a situação da Europa. O Master System foi produzido e
vendido pela Tec Toy a partir de 1989 e atingiu um grande sucesso. O Master
System lançado pela Tec Toy era o mesmo modelo vendido nos Estados Unidos. Já o
Master System II produzido pela TecToy possuía o mesmo desenho do primeiro mas
era mais barato e vinha com outros jogos. A Tec Toy ainda lançou o Master System
III Compact, que possuía um novo desenho (o mesmo desenho do modelo lançado como
Master System II nos EUA e Europa), e diversos modelos portáteis chamados Master
System Super Compact, inclusive uma versão rosa desenvolvido para garotas. Além
disso, a Tec Toy desenvolveu alguns jogos exclusivos (leia-se adaptações de
outros jogos da Sega, trocando os personagens) para o mercado brasileiro (como
versões da série Wonder Boy, estrelados pela Turma da Mônica) e converteu
diversos jogos lançados para o portátil Sega Game Gear para o Master System,
aumentando ainda mais a biblioteca de jogos disponíveis. Vale lembrar ainda que,
a Tec Toy, converteu para o Master System, em 1997, Street Fighter II, sendo
considerado o maior jogo do sistema - armazenamento. A Tec Toy ainda
comercializa o Master System com diversos modelos novos, que já vem com jogos
instalados na memória.
Sega Master System no Japão/Coréia é conhecido também como "Mark-III" contendo a
adição do chip "FM YM2413", sendo "Outrun" o primeiro jogo a usa-lo para gerar
sons (em vez de utilizar o SN76489) quando este é devidamente detectado. Mas
vale salientar que em 1987 a Sega também lançou no Japão a versão
'internacional' do console, com o mesmo design e o mesmo nome com o qual ficou
famoso no resto do mundo: Sega Master System.
O fracasso do Master System nos EUA e Japão levou a Sega a grandes estratégias
para fazer seu Mega Drive bem-sucedido nesses mercados (e também no Brasil e
Europa).